PENSAI NAS COISAS DO ALTO

quarta-feira, 18 de julho de 2012

A CARA DO PAI.

Geneticamente, carregamos as características de nossos pais. É fácil as pessoas perceberem  e identificarem em nós, algo que também encontram em nossos pais. Mesmo não perdendo nossa individualidade, o fato é que nosso jeito de falar, andar, olhar, argumentar, brincar, os dons naturais  que temos e nossos traços físicos denunciam aspectos inerentes dos nossos pais, quer gostemos ou não disso.
A questão mais profunda que devemos refletir é o quanto estamos, como cristãos, expressando as características do nosso Pai. Isso tem me incomodado. Hoje foi um dia daqueles que essa preocupação veio mais forte em minha mente. Então, me perguntei: o quanto estou refletindo aspectos de Deus em minha vida? Até que ponto as pessoas conseguem identificar quem é meu Pai, olhando para minha vida? Minhas obras, meu temperamento, meu jeito de encarar a vida, de ser como pai e marido, patrão ou empregado, nas horas de lazer, quando sou desprezado, contrariado, mesmo exaltado, enfim em toda a minha vida demonstro ser um filho de Deus? Minhas ações e reações são parecidas com as que Deus, em Jesus Cristo, teve enquanto nesta terra e que ainda as têm como nosso Pai celestial? Cada um de nós precisa refletir sobre isso. O fruto do Espírito registrado em Gálatas 5:22 e 23 "amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio" está presente e visível em nossa vida diária? Ou, estamos fazendo força para que eles apareçam? Devemos lembrar que tal fruto é do Espírito e não, nosso. Portanto, para que tal fruto apareça precisamos nos encher do Espírito e não, obviamente, de nós mesmos. E, nos enchemos do Espírito tendo uma vida de comunhão com Deus, de andar na luz, praticar a Palavra e a Verdade, confissão de pecados e oração. Ou, por outro lado, o que tem nascido e crescido em nossos relacionamentos, seja ele, em nossa casa, na igreja, no trabalho, com os amigos, nas férias (longe de tudo e todos), são as obras da carne descrita em Gálatas 5:19 a 21 "imoralidade sexual, impureza e libertinagem, idolatria e feitiçaria, ódio, discórdia , ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções e inveja, embriaguez, orgias e coisas semelhantes"? O fato é que quando não nos enchemos diariamente do Espírito Santo de Deus, estaremos cheios de nós mesmos, e o que há de se manifestar neste último caso, são as obras da carne, como Romanos 8:8 diz: “Os que estão na carne não podem agradar a Deus”.
A questão urgente que devemos considerar é o quanto estamos refletindo as obras da carne ou o fruto do Espírito em nossa vida diária? Não podemos considerar apenas nosso comportamento durante encontros da igreja, reuniões ou em momentos semelhantes, pois podemos estar sendo enganados por nossa própria hipocrisia. O que conta realmente e mede nossa piedade é avaliarmos como somos em nosso casamento, relacionamento marido e mulher, pais e filhos; no trabalho, patrão e empregado; nos negócios, honestidade como testemunho para a Glória de Deus; no trânsito, quando nos roubam uma vaga de estacionamento, ou quando alguém buzina nos ofendendo; no esporte, quando perdemos ou quando alguém age de forma errada; na universidade, quando todos estão fazendo coisas pecaminosas; no namoro, se buscamos ou não a santidade; no uso da internet; na vestimenta, se estamos preocupados em agradar e honrar a Deus ou sermos sensuais; nas amizades e em tudo mais. São nesses aspectos da nossa vida que realmente demonstramos se nosso cristianismo é real, se estamos realmente nos parecendo com nosso Pai celestial. Pois, se fomos realmente regenerados e estamos crescendo na santidade, mesmo imperfeitos e cometendo pecados, estaremos evidenciando cada dia mais uma semelhança com Jesus Cristo em tudo, mesmo no caso Ele sendo perfeito e nós imperfeitos, estaremos evidenciando frutos e comportamentos que demonstrem e comprovem que somos de fato filhos de Deus. Esforçar por evidenciar o fruto do Espírito não é o caminho apresentado pela Bíblia. Um agricultor não precisa se preocupar se o limoeiro vai dar limão ou maçã, mas sim, precisa cuidar, aguar e adubar a planta. Do mesmo modo, a Palavra de Deus nos ensina a buscarmos a santidade, a adubarmos nossa vida nos enchendo do Espírito Santo para que esse fruto apareça em nossa vida ao invés de tentarmos, por nossa conta, produzir tal fruto. Lembremos: esse fruto não é nosso, é do Espírito Santo de Deus. Portanto, nossa responsabilidade e a ordem de Deus para todos nós encontrada em Efésios 5:18: “...enchei-vos do Espírito! 
 ALEXANDRE PEREIRA BORNELLI

sábado, 7 de julho de 2012

DUAS ATITUDES DIANTE DO PECADO?

Lendo a Palavra de Deus neste sábado chuvoso, fui edificado por verdades que se fizeram mais reais para mim. Graças a Deus e ao seu Espírito Santo que nos dá sabedoria, entendimento e graça para compreendê-la e obedecê-la. É o que desejo compartilhar aqui nesta devocional.
Em I João 1:8 a 10, lemos: "Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não não está em nós. 9. Se confessarmos nossos pecados ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. 10. Se dissermos que não temos pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra nçao está em nós." Temos aqui duas maneiras de encarar nossos pecados e, obviamente, temos também as consequencias da nossa escolha. A primeira maneira, talvez não muito usada literalmente em nossos dias, está nos versos 8 e 10, que revela aquele que não reconhece que é pecador e, consequentemente, que não comete pecados. João combate aqui o ensino dos falsos mestres da sua época. Porém, hoje muito se tem omitido falar sobre o pecado e sua malignidade. Isto é uma forma sutil de desconsiderar o pecado, fazendo com que pessoas se digam cristãs sem a real visão da sua depravação diante de Deus. Omitir sobre o pecado é o mesmo que dizer que pode-se chegar a um estágio de perfeição neste mundo, bastando nosso esforço. Isso é uma heresia e tem enganado muitas pessoas em todo mundo. Outra questão tão importante quanto essa é que negando que não temos pecado (verso 10) estamos negando o diagnóstico de Deus sobre nossa condição, conforme textos da Palavra de Deus (Sl 14:1,2; 53:1 a 3; Gn 6:5; 8:21; Rm 3:23). Dai que João diz que se dissermos que não temos pecado, seja de que forma for dito isso, seja literalmente ou omissamente, a questão é que fazemos Deus de mentiroso porque Ele, em Sua Palavra, já afirmou que somos pecadores. A  consequência para todas as pessoas que assim crêem, é que a verdade e a Palavra de Deus não estão nelas. Por mais que nos apresentemos diante dos homens de forma aparentemente pieodosa e fervorosa, a verdade segundo a Bíblia é que somos falsos e não conhecemos de fato Jesus Cristo se negamos que somos pecadores.
Em evidente contraste, temos aqueles que praticam o verso 9, ou seja, que confessam seus pecados. Estes não são melhores do que os que negam. Apenas foram convencidos por Deus e não por suas próprias condições que são pecadores e que precisam confessar isso ao Senhor. Segundo o comentário de Augustus Nicodemus Lopes, sobre I João, pag. 40 "confessar na língua grega, significa literalmente dizer a mesma coisa, ou seja, concordar com que outra pessoa  está dizendo." E o próprio Nicodemus, a seguir, cita a definição de  W.E. Vine, que disse: "Confessar é alguém admitir que é culpado daquilo que é acusado , como resultado de uma convicção interna." Foi o que Davi fez no Salmo 32 e 51. A consequência aqui, bem diferente do caso anterior, é que Deus é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. Sobre a fidelidade de Deus leia neste mesmo blog o texto - Deus não é fiel a nós.
A pergunta urgente que devemos responder com sinceridade é: em qual grupo estamos, dos que negam seus próprios pecados seja uma negação literal ou por omissão, ou no grupo que sabe que é pecador e que confessa a Deus?  Nossas orações, a forma como nos relacionamos com Deus e com os irmãos, evidenciam esta verdade. As consequências de um e de outro são bem claras e distintas. Não basta porém falarmos que somos pecadores e pronto. Precisamos também confessar, ou seja, concordar com o diagnóstico de Deus quanto a nossa depravação para experimentarmos a libertação do poder escravizador do pecado mediante a confissão diária dos nossos pecados. Somente com um convicção intera do Espírito Santo é que poderemos crer que somos pecadores e confessar nosso pecados para experimentarmos a fidelidade de Deus em nos perdoar e purificar.

ALEXANDRE PEREIRA BORNELLI

sexta-feira, 6 de julho de 2012

POR QUE SOU UM CRISTÃO TRISTE?


O numero de cristãos tristes e cansados com o evangelho, tem crescido assustadoramente. Não precisa pesquisa para comprovar tal fato, basta ver o descompromisso de muitos cristãos com os mandamentos de Deus.  Entre os jovens, muitos estão à beira de “chutar” tudo para o alto para “mergulhar” de cabeça no mundo afora. Estão insatisfeitos com Deus, ficam comparando a vida que têm, com a vida dos ímpios (Sl 73 nos fala disso). São incoerentes, tentando abraçar Deus e o mundo. Querem escapar do inferno, mas não do pecado de agora. Querem liberdade para pecar, para viver como pensam ser melhor, e ainda assim, estarem corretos em sua maneira insana de crer que Deus os entenderá por serem jovens. Desacostumados em respeitar autoridades terrenas, não suportam a ideia de viver em obediência à Palavra de Deus. O semblante e o comportamento deles demonstram o alto grau de insatisfação no coração. O grito do filho pródigo que pediu sua parte na herança para viver fora de casa, está entalado na garganta de muitos jovens insatisfeitos espiritualmente. Apesar de saberem o fim foi trágico que teve o filho pródigo, insistem em crer que com eles será diferente.  Será que a vida cristã é para ser assim mesmo, cheia de insatisfação? Fomos salvos por Cristo pra viver tristes? Todos os cristãos vivem mal? Até quando vou ter que viver assim? São algumas perguntas que atormentam a mente de muitos cristãos, especialmente, os jovens.
Primeiramente, antes de tentar responder a tais perguntas, devem responder a esta: “sou um filho de Deus realmente? Nasci de novo? Fui regenerado? Ou estou apenas acostumado a ir numa igreja e me fazer de crente?” Esta pergunta é crucial porque os que não nasceram de novo jamais poderão sentir-se alegres tentando viver o Evangelho. Não há como tentar viver o o Evangelho. Precisamos nascer de novo (João 3:3).  Aos que têm certeza da salvação e estão vivendo uma vida cristã triste, sem alegria, devem examinar-se diante de Deus a causa que, geralmente, está associada ao pecado não confessado; amor ao mundo, incredulidade, desobediência aos mandamentos de Deus, negligência quanto ao uso dos meios de Graça, etc. Uma coisa deve ficar clara em nossa mente: jamais o problema está do lado de Deus. Nós é que precisamos ser transformados cada dia mais para obedecermos a Deus e desfrutarmos de  um relacionamento íntimo com Ele.
Aqueles que foram verdadeiramente salvos estão estragados para o mundo.  O problema, muitas vezes, pode não ser uma repulsa direta ao Evangelho, mas sim, uma acomodação, uma tentativa de conciliar Deus e o mundo, que tem causado tanta insatisfação. Esse é o diagnóstico correto de J. C. Ryle, em seu livro - Fé Genuína, pag. 78:”  A maior causa de dano à causa de Cristo é o amor ao mundo. Milhares que pensam ser cristãos naufragam aqui. Não escolhem deliberadamente o mal, nem rejeitam qualquer doutrina bíblica. Eles amam o mundo e sentem que devem conviver amigavelmente com ele. É o seu amor para com o mundo que os leva ao amplo caminho da destruição.” Tiago 4:4 diz a mesma coisa, “..quem quer ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus”. A tristeza dos crentes verdadeiros está no fato de tentarem viver a velha vida novamente, esquecendo-se de que hoje são novas criaturas (II Cor 5:17) e que as coisas antigas se passaram.  Esse é o problema dos jovens que desejam curtir uma balada, bebidas, pornografia, sensualidade, mundanismo e sentir-se bem com tudo isso como os ímpios. É o problema dos adultos que desejam trabalhar, vestir-se, relacionar,  negociar e desfrutar dos prazeres deste mundo como os ímpios desfrutam. Os que são realmente filhos de Deus, sentirão muito mal ao tentarem viver assim , buscarão arrependimento e Deus os concederá. 
Devemos refletir: estamos insatisfeitos com nossa vida cristã? Perdemos a alegria em ler a Palavra de Deus, orar, reunir e ter comunhão com os irmãos? Em caso positivo, reconsideremos nossos caminhos, escolhas, amizades, preferências? Temos feito uso diário  dos meios de Graça (leitura da Palavra, oração e comunhão com os irmãos)? A tristeza não vem por acaso assim como a alegria também não. Elas são resultados de uma vida de obediência ou de desobediência à Palavra de Deus. A tristeza ou alegria cristã, portanto, são frutos que dependem diretamente de onde estamos fixando nossas raízes, neste mundo ou na Palavra de Deus? Temos que refletir e orar a Deus para endireitemos nossos caminhos e confessemos o que precisa ser confessado para experimentar novamente a alegria da salvação como Davi pediu e foi atendido (Sl 51:12). A ordem de Deus é clara em Filipenses 3:1: "...alegrai-vos no Senhor"! Comentando este texto, o grande teólogo J. I. Packer, em seu livro Religião Vida Mansa, pag. 121, ensina: "Alegrai-vos no Senhor significa regozijar-se em ser de Cristo, em ter o Pai de Cristo como seu Pai, em estar com a vida acertada com Deus o Pai e ser herdeiro de sua Glória pela mediação de Cristo, e em possuir a salvação e a vida eterna como dádiva  de Cristo. É para deixarmos a alegria fluir dessa fonte." Billy Sunday, sobre este mesmo assunto, afirma que "se não estamos tendo alegria na vida cristã, existe vazamento em algum lugar do nosso cristianismo". Ou seja, estamos buscando alegria em outro lugar, fora da única fonte verdadeira de alegria que é o Senhor Jesus. Portanto, como cristãos, como nascidos de novo, temos a fonte de alegria que é o Senhor Jesus á nossa disposição. Precisamos, porém, estar buscando nessa fonte, nos enchendo dEle mesmo, todos os dias, para que a alegria se manifeste em nossa vida, fruto de nosso relacionamento íntimo e pessoal com Jesus Cristo.

ALEXANDRE PEREIRA BORNELLI

quarta-feira, 27 de junho de 2012

CARDÁPIO DA SANTIDADE


Todos aqueles que se submetem a um regime físico terão que reeducar a alimentação. Deverão abster-se de certos alimentos (muitos deles saborosos) para, em seu lugar, ingerir outros, mais saudáveis. As refeições serão em mais vezes diárias, porém menos calóricas. Além disso é preciso não ficar “beliscando” doces e aperitivos entre as refeições. O preço a ser pago pela nova disciplina alimentar é alto, mas os resultados aparecem à medida que se obedece o cardápio.
Embora nem todas as pessoas precisem ou desejem fazer regime, o fato é que na vida cristã todos nós, indistintamente, precisamos seguir o cardápio da santidade que a Bíblia nos apresenta. Precisamos parar de nos alimentar de coisas simplesmente agradáveis para alimentarmos de algo espiritualmente nutritivo. Para isso, precisamos nos alimentar mais vezes da Palavra de Deus diariamente e menos das coisas mundanas.  
Em I Tessalonicenses 4, versos de 1 a 8, somos exortados: “1.Finalmente, irmãos, nós vos rogamos e exortamos no Senhor Jesus que, como de nós recebestes, quanto à maneira por que deveis viver e agradar a Deus, e efetivamente estais fazendo, continueis progredindo cada vez mais; 2. porque estais inteirados de quantas instruções vos demos da parte do Senhor Jesus. 3.Pois esta é a vontade Deus: a vossa santificação, que vos abstenhais da prostituição; 4. que cada um de vós saiba possuir o próprio corpo em santificação e honra, 5. não com o desejo de lascívia, como os gentios que não conhecem a Deus; 6. e que, nesta matéria, ninguém ofenda nem defraude a seu irmão; porque o Senhor, contra todas estas coisas, como antes vos avisamos é o vingador, 7. porquanto Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a santificação. 8. Dessarte, quem rejeita estas coisas não rejeita o homem, e sim a Deus, que também vos dá o seu Espírito Santo.”
Dentre várias verdades deste rico texto, queremos destacar somente algumas para a nossa meditação. A primeira é que nossa vida deve agradar a Deus. Isso nos leva a repensarmos como temos vivido; para agradar a nós mesmos, aos outros ou a Deus? Iremos agradar a Deus vivendo em obediência a Ele e em santidade (I João 2:6). Segunda verdade, se acaso já estamos nesse caminho de santidade, que continuemos progredindo nele. Ou seja, ninguém se torna mestre em santidade. Não há ninguém que possa dizer ter alcançado um nível de santidade tal que possa parar de busca-la. Devemos viver em santificação constante e deve ser algo progressivo, ou seja, devo estar em maior santidade hoje do que estive no passado, caso contrário algo está errado comigo (Hb 12:14, Oséias 6:3). Terceira verdade, Paulo deixa claro que a santificação é a vontade de Deus para todos nós. Ninguém escapa disto. Não há dúvidas quanto a isso e nem mesmo precisamos orar neste sentido. Devemos orar para Deus nos capacitar nessa busca, mas orar para saber se devemos ou não buscar a santificação é perda de tempo. A quarta verdade está diretamente relacionada com a anterior. Santidade não é algo teórico, abstrato ou apenas de palavras. Paulo começa dizendo que a santificação é abster-se prostituição. Este conselho vale tanto para os solteiros como para os casados. Onde há sinais de prostituição ou impureza moral, física e espiritual devemos fugir dali. O quinto aspecto totalmente prático da santificação é que devemos  viver de tal forma que nosso corpo  glorifique e honre a Deus. Não podemos ter um discurso correto de santidade e vivermos de forma contrária. Nosso corpo, que é o templo do Espírito Santo de Deus (I Pe 2:5) deve evidenciar esta verdade, tendo uma vida não controlada pela lascívia, pelo desejo carnal desenfreado, mas sim, controlada pelo Espírito Santo de Deus. A sétima verdade a ser destacada é que Paulo reforça a razão pela qual fomos chamados e salvos por Deus. No verso 7 ele deixa claro que “Deus não nos chamou para a impureza, e sim, para a santificação”. Essa verdade deve estar sedimentada em nosso coração. Quando crermos, de fato, nisso, viveremos de modo agradável a Deus. Caso contrário, se não entendemos que Deus nos chamou para a santificação não fará sentido para nós a preocupação em agradá-Lo e nem em buscarmos a santificação nesse mundo. A última verdade que destacamos é que Paulo não avoca para si a autoridade final da exortação. Ao contrário, ele deseja que tenhamos temor de Deus, ao dizer que se rejeitamos estas verdades, estamos rejeitando ao próprio Deus que as instituiu. De fato, pois será a Deus unicamente que iremos prestar contas da nossa vida.
Portanto, se desejamos seguir pelo caminho da santidade, devemos nos alimentar de Deus mais vezes durante o dia e de forma melhor, fazendo uso dos meios de graça, tais como: leitura diária da Palavra, oração e comunhão dos irmãos. Para progredirmos nesse caminhar e seguir o cardápio da santidade devemos nos abster das coisas do mundo e nos alimentar das coisas de Deus. Embora tenhamos nossos compromissos e responsabilidades, podemos manter nossa comunhão com Deus fazendo tudo isso para a Sua glória. Reflitamos também nestas questões: a) nossa vida tem agradado a Deus?; b) temos progredido na santidade?; c) temos entendido que buscar a santificação diária é uma ordem de Deus, sendo Sua vontade para cada um de nós?; d)  temos realmente fugido da prostituição, impureza e todo tipo de imoralidade?; e) o desejo de lascívia, ou, o desejo carnal descontrolado, tem dominado nossos pensamentos, atitudes e imaginações? e; f) quem rejeita estas verdades absolutas está rejeitando o próprio Deus e terá que prestar contas disso a Ele no dia final. 

Alexandre Pereira Bornelli

quarta-feira, 20 de junho de 2012

VOCÊ JÁ APRENDEU A DIZER "NÃO"?


Mais importante do que aprender outro idioma é aprender a falar não. O cristão deve ser alguém que tenha firmeza e convicção para, em muitos e muitos casos, dizer “não” a convites e propostas que lhe são feitos.
Ser alguém com medo de falar não, quando necessário, por medo de rejeição ou outro qualquer, é pedir para ser um depósito de lixo aonde todos vêm e jogam uma piada indecente, um palavreado impróprio, um convite ilícito, um relacionamento antibíblico, um convite para pornografia, drogas e tudo mais. O jovem, especialmente, sofre muito com isso, porque teme perder certos relacionamentos, teme ser excluído de certos grupos, perder amizades e busca aceitação social. A questão é quando dizemos “não” para as coisas contrárias à Palavra de Deus, estamos evidenciando um caráter cristão que está em correta formação. Preferimos agradar a Deus ou aos homens?
Em Provérbios 1:10, lemos: “Filho meu, se os pecadores seduzir-te, não o consintas”. A exortação aqui é clara: devemos dizer “não” para aqueles que estão nos seduzindo e induzindo ao pecado. Esta sedução vem em convites, muitas vezes, de aparência inofensiva, tais como: uma festinha de faculdade, um churrasco de turma, uma viagem, uma saída para tal lugar, um relacionamento amoroso, uma amizade errada, um comportamento rebelde, etc. Por isso precisamos estar cheios do Espírito de Deus para termos discernimento e estarmos sensíveis à paz de Deus que é o arbitro em nosso coração, sinalizando quando estamos em desobediência ao Senhor (Cl 3:15). Quantos jovens possuem medo de dizer não para seus amigos por receio de perder a amizade e, em função disto, estão aceitando convites totalmente pecaminosos. Você é um cristão que consegue dizer “não” às coisas erradas? O cristão deve ser alguém com opinião, com coragem, tendo a Bíblia como sua regra de fé e prática e procurando sempre glorificar a Deus em tudo o que faz. Não importa do que irão nos chamar, se irão nos criticar ou aprovar, se perderemos algo que todos estão fazendo, que está na moda, etc. O que importa é obedecermos a Deus e aos seus mandamentos, dizendo “não” quando alguém quer nos induzir ou seduzir a pecar. Você tem dito “não” por amor ao Senhor, ou, tem preferido agradar seus amigos que não amam a Deus? Ninguém irá dizer “não” por você. É uma decisão sua que irá acontecer à medida que entender o quanto custou para Jesus os pecados que Ele pagou e suportou na Cruz.

ALEXANDRE PEREIRA BORNELLI

segunda-feira, 18 de junho de 2012

PORQUE GUARDAR A PALAVRA DE DEUS NO CORAÇÃO?


Pode nos parecer óbvio, mas você já percebeu que o coração (sentido, vontade e emoções) é o alvo final onde a Palavra de Deus deve chegar? Evidente que até a Palavra chegar no coração ela passa pelo ouvir, pela mente, pela compreensão e assimilação. Todavia, o lugar final que a Palavra precisa chegar e se arraigar, não é no ouvido, na mente, na compreensão, mas sim, no coração do pecador. Isso porque o pecado afetou primeiramente o coração do homem. A partir da queda, o coração do homem foi deformado e todas as suas faculdades foram distorcidas, bem como tudo o mais no ser humano, decorrente disto. É isto que lemos no Evangelho de Marcos, capítulo 7: 21 a 23 diz: “Porque de dentro do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura: Ora, todos estes males vêm de dentro e contaminam o homem”. Podemos observar, diante da clareza do texto, que o problema não está no que o homem faz, mas sim, no que ele é. Pecamos porque somos pecadores e não o contrário. Nosso coração está corrompido pelo pecado e não pode, naturalmente, agradar a Deus. Tanto é verdade, que Deus diz que nos daria um novo coração (nova natureza) para então, pela sua Graça, podermos amá-lo (Ezequiel 36:26). Trata-se de um novo coração que deseja amar a Deus e que luta contra o pecado. Por isto, agora Deus disse para O amarmos de todo o nosso coração, pois antes do novo nascimento isso era impossível! Ora, se o problema do homem causado pelo pecado está em seu coração é preciso que a Palavra de Deus atinja o coração do homem para libertá-lo do poder do pecado. Daí que o Salmista, disse no Salmo 119:11: “Guardo no coração a tua Palavra para não pecar contra Ti”. Ele sabia e nós precisamos saber também que guardar a Palavra na mente não resolve nosso problema. Conhecer a Bíblia, concordar com ela, achá-la importante, nada disso tem eficácia suficiente para nos proteger de pecar. É preciso que a Palavra de Deus chegue e permaneça onde o pecado se instalou: em nosso coração. Richard Baxter de forma muito sábia e bíblica, disse: “Se você quiser ser curado, precisa colocar a pomada sobre a ferida. Ora, a ferida, a doença, está no seu coração; e se você não introduzir a Palavra no seu coração, onde está a doença, eu não vejo como você poderia esperar a cura. A alma não será magicamente santificada pelo mero ouvir ou repetir de algumas palavras bonitas, como os feiticeiros fazer para curar doenças, ou para parecer que as curam. É a verdade aplicada ao coração que pode curá-lo. Se você não pensar e repensar nas Escrituras, como pode esperar que venham a penetrar no seu coração?”  O conselho de Baxter é tremendo, porque de forma simples mas profunda, nos alerta para a importância também de meditarmos na Palavra de Deus diariamente. Devemos pensar e repensar nas Escrituras mas, só podemos fazer isto se esta Palavra estiver em nossa mente, através da nossa leitura diária, para depois, descer até o coração. O problema nosso, portanto, não é meramente de ordem moral, mau comportamento ou algo desse tipo que possa ser tratado, curado ou melhorado com novas posturas, autoajuda ou conselhos de homens. Nosso problema chama-se pecado e para este problema só há uma solução: a Palavra de Deus! Por isso o único remédio eficaz é a Palavra de Deus arraigada em nosso coração.
Que possamos então ler e meditar diariamente (Josué 1:8 e Salmo 1) na Palavra de Deus, orando para que o Espírito Santo aplique toda  a Palavra de Deus em nosso coração para que possamos experimentar uma salvação diária do pecado. Não nos contentemos em conhecer intelectualmente a Palavra de Deus, pois ela precisa estar em nosso coração, direcionando nossa vontade, desejo e emoções para a glória de Deus..

Alexandre Pereira Bornelli